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Quiksilver Pro – Day 5

O quinta dia de competições na Gold Coast aconteceu com boas ondas e supresas.

O Brasil provavelmente era peso na transmissão da primeira bateria do round 4, Adriano de Souza contra Adrian Buchan.

Mineiro comemorando a vitória

Foi um show de surf do começo ao fim. Quem começou na frente, foi o aussie que logo nas duas primeiras ondas, fez 6.33 e 6.67, boas notas que deixaram o brasileiro na segunda posição quase a bateria inteira.

Adriano nas primeiras notas, fez 5.83 e 4.17, mas logo trocou o 4.17 por um 6.27. Faltando dez minutos para o final, Mineiro pega uma boa onda e vira com um 6.93. Nesse momento, o que os brasileiros queriam, era que a bateria acabasse logo, sagrando nosso brazuca vencedor, mas não foi isso que aconteceu.

Faltando dez segundos para o término, o aussie pega uma onda mais no inside e Mineiro pega uma logo atrás. A bateria acaba, sem ninguém saber o resultado e as notas demoraram pouco a sair. Uma verdadeira tensão!

A primeira nota a sair, foi do aussie e foi uma ótima nota, um 7.83 que virou a bateria a favor de Adrian. Mas segundos depois, sai a nota de Mineiro, um 7.93 que faz o vira vira e o brasileiro fica com a vitória. Foi emocionante.

Na quarta bateria, Kai Otton contra Mick Fanning, foi uma surpresa a vitória de Kai Otton. Acho que todo mundo apostava suas fichas em Mick, atual campeão mundial e que estava mostrando um surf feroz e com muito power. Mas no final da bateria, Kai conseguiu virar a bateria e Fanning até tentou, mas não conseguiu trocar seu 6.60 por um 6.79.

Jordy Smith após vitória contra Kelly Slater

E na última bateria do round 4, Kelly Slater contra Jordy Smith. Com certeza era esperado uma ótima bateria, isso se Jordy mostrasse seu surf e foi o que aconteceu.

Jordy me pareceu bem fluido surfando, sem muita preocupação ou qualquer pressão sobre ele. Apesar da fama de voador, ele é sempre cauteloso em suas baterias no tour, mas se soltou um pouco, mostrou um bom surf, escolheu boas ondas e venceu o careca, eneacampeão mundial.

Depois das baterias do feminino, o masculino voltou para a água com as quartas-de-final.

Na primeira bateria, o brasileiro, Adriano de Souza contra o aussie, Taj Burrow.

Taj Burrow jogando muita água pra vencer Adriano de Souza

Taj, que apresentou um bom surf e notas altas durante todo o evento, não deixou a desejar. Não demorou muito e depois de fazer um 4.50, Taj fez um ótimo 9.27.

Adriano tinha um 7.33 e um 6.43 e ocupava a segunda posição com uma diferença de 0.01.

No twitter, os comentários eram de força e incentivo ao brasileiro, mas as estatísticas eram as piores. A preocupação não era pela próxima nota de Adriano e sim pela próxima de Taj. Com um 9.27, se Taj fizesse um 7.00, deixava o brasileiro precisando de uma nota 9.00.

Minutos após isso ser dito, Taj pegou uma bomba e com várias porradas destruiu ela. O aussie marcou um 8.43 e deixou a situação do brazuca pior ainda, Mineiro estava em combinação e precisava de duas notas 9.00 pra vencer.

Adriano ainda trocou o 6.43 por um 7.07, mas não adiantou e o brasileiro encerra as atividades na primeira etapa com um quinto lugar.

Na segunda bateria, batalha de goofys. Bobby Martinez contra Kai Otton. Bobby mostrou o belo surf que vinha mostrando e venceu sem grandes preocupações o aussie que desbancou o atual campeão mundial.

Na terceira bateria, a surpresa.

Joel Parkinson contra Dane Reynolds. Assim como Mick Fanning, Joel vinha mostrando um surf límpido, forte e cheio de explosão. Até ali, tinha garantido suas baterias com suas primeiras ondas e ele começou bem.

Dane Reynolds mostrando seu surf afiado

Joel na segunda onda, fez um 8.50, mas do outro lado, Dane Reynolds fez um ótimo 9.27. Parko só teve duas ondas high scores, que foram suas notas do somatório, um 8.50 e um 8.97. O show ficou mesmo com Dane Reynolds.

Depois de fazer o 9.27, Dane fez um 8.10, 7.70 e pra fechar sua vitória sobre Joel, feaz um 9.93 impecável.

Na última bateria do dia, Jordy Smith não deu chances e venceu Bede Durbidge.

Os duelos das semi-finais ficaram assim:

heat1

Taj Burrow vs. Bobby Martinez

heat2

Dane Reynolds vs. Jordy Smith

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Quiksilver Pro – Day 4

Jadson parabenizando Mineiro após sua vitória

O quarto dia de competições na Gold Coast começou firme. O swell entrou e fez o mar dar aquela subida, deixando as ondas melhores, bem melhores.

Na bateria 100% brasileira, a primeira do dia, Adriano de Souza enfrentou Jadson André. Ambos surfaram muito bem, mas Mineiro mostrou todo seu foco e vontade de ganhar o evento.

Pra quem assistiu, já podia ver toda essa vontade nas primeiras ondas. Mineiro pegou as duas primeiras ondas, um 6.83 e um 8.50 e já deixou Jadson em uma situação não muito confortável. Jadson pegou nove ondas na bateria, mas a maioria foi de nota baixa, ele não conseguia achar uma boa onda pra mandar suas batidas e rasgadas. As notas finais de Jadson foram um 6.93 e 7.53, ele terminou a bateria precisando de 8.18 pra virar. Mineiro ainda trocou seu 6.83 por um 7.50 e descartou um 7.17 depois.

Adriano mostrou porque é top 5 e tá na cara que tá na busca do título do evento e no caneco do mundial.

Bobby Martinez enfrentou Andy Irons na quinta bateria e deu um show contra o hawaiano. Bobby achou as melhores ondas da bateria e A.I. não mostrou tudo que tinha pra mostrar, com certeza todo mundo esperava mais. Sua manobras eram todas cautelosas e sem muita explosão. Após o término, Andy saiu visivelmente irritado do mar, socando a água, mas minutos depois no backstage, parecia estar bem tranquilo e se divertindo bastante.

Bateria 8 e 9, Mick Fanning vs. Brett Simpson, Joel Parkinson vs. Dusty Payne, respectivamente.

O show ficou por conta dos aussies. Mick entrou no mar e logo já pegou sua primeira onda, não preciso dizer muito, ele destruiu, chego apavorando o rookie com manobras fortes. Na primeira onda, já fez um 6.67, logo depois já pegou sua segunda onda e garantiu sua vaga no próximo round, com um 9.07, deixou Brett na combinação. O norte-americano só conseguiu um 4.93 e 5.50.

Fanning mostrou todo seu poder e conhecimento local, da pra ver que ele não tá pra brincadeira. Vem com a vontade e determinação pra defender seu título mundial e quem sabe não vem outro?

Mick Fanning observando Joel na onda

Parko entrou no mesmo estilo Fanning. Dusty mal estava posicionado e já via seu adversário pegando as primeiras ondas e claro, destruindo. Com 16.63 contra 12.20, Parko segue para o próximo round.

Na entrevista pós bateria, Parko era só sorrisos e com o surf que mostrou, vem pra brigar pelo título que deixou escapar pelos seus dedos no ano passado.

Apesar do bom surf, os europeus, Jeremy Flores e Tiago Pires, cairam perante Dane Reynolds e Jordy Smith.

A melhor pontuação e melhor somatório do evento até aqui, ficou com Bede Durbidge que destruiu Luke Munro na bateria.

Bede amarradão depois do tubo que lhe rendeu um 9.93

O aussie achou um belo tubo em sua bateria, ficou por segundos e saiu pela porta da frente.

Assista aos vídeos das baterias.

Quiksilver Pro 2010 – Day 1

Snapper Rocks não fez por menos e o primeiro dia de competição já aconteceu. A janela do evento vai até dia 10 de março e com certeza vai dar muita onda ainda. A bancada está funcionando bem, proporcionando boas ondas, mas pra conseguir pegar as boas, é preciso um conhecimento do pico, coisa que não falta a alguns caras.

Mick Fanning buscando o tubo

Mick Fanning caiu na água na bateria de número 8, contra Kai Otton e Garret Parkes, mas parecia estar sozinho na água. Fanning não deu chance alguma ao seus compatriotas, achou todas as boas ondas da bateria e com dois high-scores, 8.33 e 9.03, dando-se ao luxo de descartar uma nota 8.00, venceu Kai e Garret que mal conseguiram ondas e ficaram precisando de combinação.

In perfect shape, Mick shows his local knowledge and a 9.03 to his pocket.

After his second title, Mick keeps his focus and still looks like a horse picking up the lycra for the “race”.

Slater e o tumulto saindo da água

Em sua primeira aparição contra o aussie Ben Dunn e o brasileiro Marco Polo, Kelly Slater fez uma apresentação impecável. Com 5 minutos de bateria, o norte-americano já tinha colocado no bolso um 8.50. Ben Dunn e Marco Polo não conseguiram achar as boas ondas, a estréia do brasileiro foi apagada e ele ficou na terceira colocação. No final, Slater ainda descartou um 7.17, depois de ter feito a melhor nota do dia, 9.27.

Slater starts his year. In 5 minutes, Kelly made in his second wave, 8.50. He is leading with brazilian guy in his foot.

Slater is on fire! He doesnt surf, he is the wave!

WOOOW! 9.27 and 8.50, total of 17.77. Comb. for the other guys! He’s a MONSTER!

Kelly Slater vai ser o eterno cara, velho ou não, ele é sempre uma incógnita e quando quer e está inspirado, não da chance pra ninguém.

Essa bateria foi composta por um norte-americano, um australiano e um brasileiro. Essa foi uma bateria das três potências mundiais do surf? Eu queria ver uma bateria entre esses três países representados por Kelly Slater, Mick Fanning e Adriano de Souza, seria intenso ver esses três em uma mesma bateria com um mar de boas ondas.

Adriano de Souza que entrou na água uma bateria depois de Slater, venceu o confronto contra Michel Bourez e Blake Thornton.

Adriano de Souza está bem focado e com muita vontade

Antes de entrar na água, Adriano passava parafina na prancha e ouvindo um som, parecia estar bem focado na sua bateria e foi isso que ele mostrou na água.

Com muita força de vontade que tem, Mineiro entrou na água e logo pegou boas ondas, fazendo 5.67 e 8.23. Michel Bourez que ficou na cola do brasileiro, fez 7.67 e 5.80. Adriano pareceu bem focado, surfou muito bem, achou as ondas e soube manter a primeira colocação. Marcou Michel de perto e não deu espaço para o tahitiano pegar a onda da virada.

O brasileiro segue para o terceiro round e busca fazer o mesmo ou um melhor resultado do ano passado, quando ficou em segundo.

Neco Padaratz que fez a bateria contra Taj Burrow e Chris Davidson, não conseguiu se achar e ficou na terceira posição, seguindo rumo ao round 2.

Jadson André seguiu os passos de Adriano de Souza nesse primeiro round e em sua estréia no World Tour, venceu sua bateria contra os aussies Dean Morrison e Adam Melling. Bem focado, como sempre é, Jadson entrou bem, escolheu bem suas ondas e com duas notas sólidas, 7.17 e 7.77, segue rumo ao round 3.

Jeremy Flores após contusão, volta com tudo

Em 2010, a força européia no tour está desfalcada. Com a saida de Aritz Aranburu e Mikael Picon, os únicos com sangue europeu vivos na elite mundial do surf, o francês Jeremy Flores e o português Tiago Pires.

Ambos passaram com 100% de aproveitamento pelo round 1.

Jeremy que voltou de uma contusão, surfou bem e com pouco a mais, conseguiu vencer Damien Hobgood.

Tiago Pires que sempre mostra um bom surf, desbancou o norte-americano Bobby Martinez e o estreante da elite, Tanner Gudauskas. Tiago surfou consistente e consciente, com a prancha redonda no pé, surfou forte e com apenas quatro ondas, garantiu sua vaga no round 3.

Será que os europeus vão dar trabalho nessa primeira etapa do ano? E os brasileiros, Adriano e Jadson, conseguirão manter o bom surf apresentado no primeiro round durante todo o evento?

Façam suas apostas!

Acompanhe comentários ao vivo durante a transmissão pelo twitter @Thiago_Dorta

Eugene Fanning

Eugene Fanning mostrando que também pode ser competitivo nas pistas de dança.

http://blog.demonfactory.com/2009/12/26/eugene-fanning-dancing/

Mick Fanning

Mick Fanning ASP World Champion 2009

Com Pipeline quebrando de gala, deu Mick Fanning. Mick entrou bem focado pra sua primeira bateria contra Torrey Meister, fez o dever de casa, tirou dois high-scores e seguiu na briga. Sua próxima bateria foi contra Dean Morrison, seu grande amigo. Mas antes da bateria contra Dingo, Joel teria que encarar a sua bateria, contra Gavin Gillete. Joel dominou a bateria praticamente toda, mas faltando 3 minutos, Gavin pegou um tubo imenso e arrancou um 9.03 dos juízes, deixando Parko precisando de uma nota 6 e pouco. A tensão era vista na cara de todos, faltando 20 segundos para o término da bateria, a série entrou e Parko remou, remou, tentou o drop, mas caiu. Após esse momento, Fanning comemorou seu segundo título e como no primeiro, Parko estava na água. Ele comemorou com Dean e depois foi até Parko, se abraçaram, trocaram algumas palavras e ficaram nos sorrisos.

Apesar do começo explosivo de Parko, depois da vitória em J-Bay, seu rendimento caiu, talvez pela contusão na Indonésia ou pela pressão e Fanning com três bons resultados encostou e passou.

Antes da decisão em Pipe, eles fizeram a final juntos em Sunset, Parko foi campeão. As pessoas começaram a falar, achando que já era uma previsão do que aconteceria em Pipe. Antes da final em Sunset, eles deram entrevistas e Mick falou com seu jeito completamente calmo e relaxado. Ao meu ver, Sunset foi como qualquer campeonato, ele deixou as energias para serem gastas em Pipe, o foco todo estava em Pipe.

Com esse foco e determinação de Fanning, ele vai longe. Esse é só o segundo título.

Parabéns Mick Fanning, você merece!

Surf For Your Life

 

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Surf For Your Life

Lançamento do livro autobiográfico de Mick Fanning.

No livro, escrito por Tim Baker com a ajuda do de Mick Fanning, o campeão de 2007, conta sua trajetória de vida, a perda do irmão, o surf, os treinamentos, o título mundial, entre outras coisas engraçadas, as viagens, os lugares.

O livro está sendo vendido na Random House Australia.

Novidade quente, eu quero o meu exemplar, e você?

RANDOM HOUSE

 

Mick Fanning Wins, again

No pódio

No pódio

Mick Fanning, segunda vitória seguida. Parece que o prêmio de Trestles, $105.000, inspirou o diabo loiro e fez o fogo dentro de Mick acender.

Apresentações impecáveis de Mick Fanning, tanto na Califórnia quanto agora na França. Nas baterias, entra bem focado e só tira high-scores, notas acima de 7.00. Muitas batidas e rasgadas nas pequenas ondas da França e ele está aí, mais vivo do que nunca.

Espero que o Parko esteja acordado e vendo tudo isso, pois agora, a briga pegou fogo. 146 Joel, 146 é o número que te mantém a frente de Mick Fanning.

#1 Joel Parkinson 5896
#2 Mick Fanning 5750
#3 CJ Hobgood 4872
#4 Bede Durbidge 4792
#5 Kelly Slater 4638
#6 Adriano de Souza 4573

A briga tá boa e promete esquentar mais ainda. O brazuca, precisa melhorar seu rendimento, pois depois de duas etapas, foi de segundo para sexto.

Winner

Winner

Austrália

Austrália

Karissa e Fanning comemorando

Karissa e Fanning comemorando

Na França, passou por Taj Burrow nas quartas-de-final, Tiago Pires na semi-final e Bede Durbidge na final.

Parece estar amarradão com seu surf e não acho que vai largar as vitórias muito cedo, vamos aguardar Mundaka e ver o que Fanning, The Fire, fará!

Uma apresentação que eu gostei muito, tanto em Trestles como em Hossegor, mostrou um show de surf. Em Trestles caiu diante de Damien Hobgood e em Hossegor deu o troco e venceu Damien de uma forma linda. Venceu Slater no final da bateria e tá surfando muito, altas batidas, rasgadas e jorrando água pra todo lugar. Esperemos que Tiago continue com as boas apresentações e mostre o surf português de boa qualidade.