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Quiksilver Pro – Day 4

Jadson parabenizando Mineiro após sua vitória

O quarto dia de competições na Gold Coast começou firme. O swell entrou e fez o mar dar aquela subida, deixando as ondas melhores, bem melhores.

Na bateria 100% brasileira, a primeira do dia, Adriano de Souza enfrentou Jadson André. Ambos surfaram muito bem, mas Mineiro mostrou todo seu foco e vontade de ganhar o evento.

Pra quem assistiu, já podia ver toda essa vontade nas primeiras ondas. Mineiro pegou as duas primeiras ondas, um 6.83 e um 8.50 e já deixou Jadson em uma situação não muito confortável. Jadson pegou nove ondas na bateria, mas a maioria foi de nota baixa, ele não conseguia achar uma boa onda pra mandar suas batidas e rasgadas. As notas finais de Jadson foram um 6.93 e 7.53, ele terminou a bateria precisando de 8.18 pra virar. Mineiro ainda trocou seu 6.83 por um 7.50 e descartou um 7.17 depois.

Adriano mostrou porque é top 5 e tá na cara que tá na busca do título do evento e no caneco do mundial.

Bobby Martinez enfrentou Andy Irons na quinta bateria e deu um show contra o hawaiano. Bobby achou as melhores ondas da bateria e A.I. não mostrou tudo que tinha pra mostrar, com certeza todo mundo esperava mais. Sua manobras eram todas cautelosas e sem muita explosão. Após o término, Andy saiu visivelmente irritado do mar, socando a água, mas minutos depois no backstage, parecia estar bem tranquilo e se divertindo bastante.

Bateria 8 e 9, Mick Fanning vs. Brett Simpson, Joel Parkinson vs. Dusty Payne, respectivamente.

O show ficou por conta dos aussies. Mick entrou no mar e logo já pegou sua primeira onda, não preciso dizer muito, ele destruiu, chego apavorando o rookie com manobras fortes. Na primeira onda, já fez um 6.67, logo depois já pegou sua segunda onda e garantiu sua vaga no próximo round, com um 9.07, deixou Brett na combinação. O norte-americano só conseguiu um 4.93 e 5.50.

Fanning mostrou todo seu poder e conhecimento local, da pra ver que ele não tá pra brincadeira. Vem com a vontade e determinação pra defender seu título mundial e quem sabe não vem outro?

Mick Fanning observando Joel na onda

Parko entrou no mesmo estilo Fanning. Dusty mal estava posicionado e já via seu adversário pegando as primeiras ondas e claro, destruindo. Com 16.63 contra 12.20, Parko segue para o próximo round.

Na entrevista pós bateria, Parko era só sorrisos e com o surf que mostrou, vem pra brigar pelo título que deixou escapar pelos seus dedos no ano passado.

Apesar do bom surf, os europeus, Jeremy Flores e Tiago Pires, cairam perante Dane Reynolds e Jordy Smith.

A melhor pontuação e melhor somatório do evento até aqui, ficou com Bede Durbidge que destruiu Luke Munro na bateria.

Bede amarradão depois do tubo que lhe rendeu um 9.93

O aussie achou um belo tubo em sua bateria, ficou por segundos e saiu pela porta da frente.

Assista aos vídeos das baterias.

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É a vez de Adriano Mineirinho?

Kelly Slater, Joel Parkinson, Andy Irons, Bruce Irons, Mick Fanning, Dean Morrison, Danny Wills e Neco Padaratz estão fora do próximo evento do WCT, que rola em Imbituba (SC).

Contusões, condições psicológicas inadequadas, aposentadoria, tira os tops da etapa brazuca do melhor surf do mundo. Sendo assim, os únicos entre os TOP 5 que sobram, são Taj Burrow, Bede Durbidge e claro, nosso Adriano Mineirinho.

Mineirinho está muito bem no mundial, sendo praticamente barrado nas semi-finais por Kelly Slater, agora com Slater tirando seu merecido descanso, será que chegou a hora de Mineirinho ganhar uma etapa?
Com certeza seria um tesão para o cara e para todos nós que torcemos. Ganhar no Brasil, seria a segunda etapa ganha por um brazuca no ano.

O que nos resta, é aguardar a abertura do evento e torcer para Mineirinho, que pra mim, tá merecendo muito. Vem trabalhando forte, chegando a semi-final quase sempre, está em 5º no ranking, tá na hora de novo, não acham?

Good Vibes para o Mineirinho e é isso ae!  Detona rapá, leva esse caneco pra gente!

Kelly Slater

Robert Kelly Slater (11 de Fevereiro de 1972, Cocoa Beach, Flórida)

Começou a competir em 1978, quando tinha seis anos de idade, no Salick Brothers Surf Contest, e venceu. Jovem demais para viajar, desenvolveu suas habilidades nas praias locais da Flórida, e por volta de 1982 ganhou quase todos os campeonatos de Menehune para garotos com idade inferior a 12 anos (Menehune era o nome de uma tribo mitológica de polinésios).

Títulos Mundiais ASP: 8 (1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005, 2006, 2008)

Hoje, Kelly Slater está em Hossegor na França, aguardando o início do Quiksilver Pro France, etapa do WCT que pode lhe render o NONO TÍTULO MUNDIAL DE SURF.

Focado, determinado, Slater já ganhou 5 das 7 etapas realizadas até o momento, mostrando muita vontade e principalmente o seu surf, ele não deixa pra ninguém. Com ondas nos últimos minutos, Slater já garantiu duas etapas.

Nessa etapa, Kelly irá entrar concentrado e cair na água sem muita responsabilidade, com a experiência não deve estar muito tenso e preocupado. A tensão está com os outros competidores, principalmente Taj Burrow e Bede Durbidge, segundo e terceiro colocados, que tem o dever de arrancar essa vitória de Slater para continuarem na luta pelo caneco de 2008.

O prazo para início começa na sexta-feira (19/09) e vai até 28 de setembro.

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