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Jeffrey’s Bay

O blog tá cheio de teia de aranha, vamo limpa isso né, tá na hora!

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Depois de 46 dias na mágica Jeffrey’s Bay, estou de volta a terra brasilis. Na real, a vontade era de pelo menos ficar mais uns três meses em J-Bay, acordar de frente pro mar, conhecer muitas pessoas novas, fotografar bastante, estar a todo momento em contato com a natureza, animais e oceano, desperta a real essência do homem. Foram 46 dias de muita tranquilidade, muita paz, muito agito, muito tudo!

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O agito ficou por conta da semana em que rolou a etapa do WCT por lá. Do dia 9 ao dia 19 de julho rolou o tradicional evento em J-Bay, com formato novo, muita onda e com direito ao primeiro “Clash of The Icons”. Pra quem não estava lá ou não acompanhou pela internet ao vivo, perdeu. Foi um show, altos tubos insanos, profundos, ondas não muito grandes, mas com tamanho suficiente pra proporcionar um show pra quem estava por lá assistindo e vibrando com cada manobra, principalmente dos sul-africanos, Jordy Smith, Greg Emslie, Devyn Matthews e a revelação, Sean Holmes.

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As primeiras da manhã

Adriano Mineirinho

Adriano Mineirinho

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Nathaniel Curran

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Mineiro

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Joel Parkinson

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Mick Campbell

Michel Bourez

Michel Bourez

Mick Fanning

Mick Fanning

Parko

Parko

Mr. Holmes levantou o público a cada onda, cada manobra que mandava. O cara entrou como wild-card e caiu diante de Dane Reynolds que também surfou um absurdo na bateria. Mas antes de cair, tirou Dustin Barca no round 1, no round 2 deu um show de surf e deixou o aussie Taj Burrow precisando de combinação e no round 3, mandou Mick Campbell pra casa.

Além dos sul-africanos, Slater, Parko, Reynolds, Bourez, Otton, Hobgood’s e outros deram show nas ondas. Os brasileiros cairam nas suas respectivas baterias. Mineiro deu vacilo, ficou esperando onda em uma bateria onde o mar tava bem calmo. Jihad passou apuros com a falta de ondas na sua bateria também e Heitor até que tentou, mas não deu.

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Tá na cara que o título vai pro Parko esse ano, mas nada de comemorar antes, muita onda vai rolar ainda.

A atração especial do evento, Clash of The Icons, ficou por conta dos ícones do surf mundial, Tom Curren e Occy. Empatados nos confrontos entre si, cairam na água em baterias logo no começo da manhã. Na primeira bateria, Tom Curren lavou Occy que mais parecia um moleque pegando onda, pega qualquer coisa que aparecia. Curren paciente, esperou pelas melhores e levou. Na segunda bateria, Occy deu o troco e levou, deixando tudo empatado novamente. No pódio eles comentaram o desempenho e deixaram no ar que talvez role outro Clash of The Icons na próxima parada do World Tour, em Mundaka. Agora é esperar!

Tom Curren

Tom Curren

Occy

Occy

Occy e Curren

Occy e Curren

Com o término do evento, o agito e o público todo foram embora, deixando J-Bay para os poucos que ficam por lá, poucos que aproveitam bem as ondas que ficam quase sem ninguém. Com condições boas, é quase impossível cair na água com poucas pessoas, no mínimo dez caras vão estar lá, em busca das ondas.

Pra quem ainda não foi pra Jeffrey’s Bay, vá! Recomendo para todos, se você vai surfar, passear, ir com a família, é lugar pra tudo. As pessoas de lá são bem amigáveis, o local é tranquilo e você não vai se arrepender.

Aqui você vê algumas das fotos que fiz durante o WCT, algumas das mais de oito mil fotos que fiz.

Texto e fotos: Thiago Dorta / (19)9353-2770

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Billabong Pro Tahiti 2009

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Sem ondas? Vamos pescar!

Foram assim muitos dias para os tops, em meio a pescarias e free-surfs, até que rolaram um tubos profundos.

A etapa de 2009 no Tahiti, na bombástica Teahupoo foi meio desanimador para os que gostam de ondas grandes. Teahupoo estava na merreca esse ano, com ondas que não passaram de 1,5m. Apesar do tamanho diferenciado do normal em Teahupoo, os tops mandaram ver e tiveram que escolherem bem as ondas.

Bobby Martinez, fez bonito, escolheu bem as ondas e sagrou-se campeão de 2009 na etapa do Tahiti. 

O primeiro a cair frente ao norte-americano foi Dayyan Neve, no round 3, Bobby tirou ninguém menos que Andy Irons.

Apesar da cara feia, Adriano não conseguiu passar por Bobby

Apesar da cara feia, Adriano não conseguiu passar por Bobby

Nas quartas-de-final tirou nosso brazuca, Adriano Mineirinho em uma bateria muito boa. Mineiro começou muito bem, pegando todas as ondas que vinham. Conseguiu uma vantagem a frente de Bobby, que nos primeiros minutos só tinha pego uma onda. Depois de 20 minutos de bateria, Adriano continuava sua briga pelas ondas, procurando as melhores e conseguiu, por volta de 12 minutos restantes para o término, Mineiro pegou um leve tubo e na seguida encheu a onda de paulada, o que lhe rendeu um 7.17. Mas logo depois de terminar a sua onda, Bobby estava atrás dele, desceu em uma ótima onda, pegou um tubo insano, profundo, uns 4 segundos no tubo e ele estava mostrando a que tinha vindo, Bobby arrancou um 8.00 dos juízes. Poucas minutos depois, desceu em outra e pegou outro tubo, saindo do tubo ainda fez umas duas manobras e saiu, conseguiu um 7.93 e fechou a bateria que já estava nos minutos finais. Adriano ainda tentou uma onda no final, mas lamentou que ela tenha fechado antes do tempo. Foi assim, 15.93 para Bobby e 12.67 para Adriano.

Na semi-final, bateu a revelação da etapa, Aritz Aranburu do país basco, que tirou Kelly Slater e Damien Hobgood, tendo sua melhor participação em um evento do WCT. Com as notas 8.50 e 8.67, Bobby fez bonito e seguiu para a final contra o aussie Taj Burrow.

Comemorando no jet-ski

Comemorando no jet-ski

Na final, Taj começou melhor, arrancando um 8.17 em sua primeira onda. Estava estampado na cara do aussie que ele queria a vitória, Taj está mesmo precisando de uma para reanimar seu surf, mas não foi dessa vez, o californiano de Santa Bárbara estava em um daqueles dias em que as coisas só dão certo. Mostrando estar bem focado, Bobby escolheu bem as ondas, do mesmo jeito que fez em suas outras baterias e com duas ondas sinistras, insanas, dois tubassos, ele garantiu o caneco. Na sua primeira onda fez um 8.73 e logo em seguida em um tubo espetacular, vindo lá do fundo e atravessando o paredão, ele arrancou dos juízes um 9.73 e fez Taj Burrow precisar de uma combinação de notas, 18.47. Restando poucos minutos era quase impossível o aussie conseguir isso, dois 9 high e como o previsto não conseguiu. Bobby ficou aguardando o toque da sirene para comemorar.

Troféu na mão e sorriso no rosto

Troféu na mão e sorriso no rosto

Bobby Martinez consegue sua quarta vitória em todas as suas participações no WCT, sendo elas duas na etapa da Espanha, em Mundaka (2006,2007) e a outra no Tahiti (2006, 2009)

Rip Curl Pro 2009 – Round 1

Ontem a noite, pelo horário do Brasil, rolou o primeiro round da etapa de Bells Beach.

Pelo novo formato da etapa, dois brasileiros cairam na água e apenas um saiu com a vitória. Heitor Alves foi o primeiro a entrar, bateria #3 do dia, contra o aussie Jay Thompson que nos primeiros minutos já arrancou dos juizes um 8.83, complicando a vida para o Heitor. O brazuca tentou, mas não se encontrou nas ondas e apenas conseguiu um 4.33 e um 2.27, contra o 8.83 e 5.83 do australiano. Sem a repescagem nessa etapa, Heitor Alves está fora.

Na bateria #7, Jihad Khodr caiu contra Patrick Gudauskas, norte-americano. A bateria foi difícil e bem disputada até o final. O norte-americano fez um 4.17 logo na sua primeira onda, depois foi pegando algumas ondinhas que não lhe renderam muito mais, na penúltima onda, Patrick conseguiu um 4.33, mas nessa altura da bateria, já estava tudo perdido. Jihad conseguiu algumas boas ondas, mas foram as últimas que lhe sagraram vencedor da bateria. O brazuca nas suas duas últimas ondas, arrancou dos juízes um 5.00 e um 5.83, garantindo seu lugar no round 2.

Adriano Mineirinho que ficou entre os oito melhores em 2008, já estava com seu lugar garantido no round 2. 

Round #2

#10 Tom Whitaker (Aus) x Jihad Khodr (Bra)
#11 Adriano de Souza (Bra) x Drew Courtney (Aus)

#5 Mick Fanning (Aus) x Tiago Pires (Por)
#7 Damien Hobgood (EUA) x Jordy Smith (Afr)

As baterias de número 5 e 7, com certeza serão bem disputadas. Fanning pegando o português Pires e Hobgood pegando o sul-africano Jordy Smith, que teve a melhor nota e somatória de notas no primeiro round,  9.70 e 18.70, respectivamente.

No link abaixo, você pode conferir LIVE, a etapa do Rip Curl Pro 2009 Bells Beach.

http://www.live.ripcurl.com/index.php?live

Rip Curl Pro 2009

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O evento apresenta novo formato e não terá repescagem. Todas as etapas que aderirem ao novo formato, os oito melhores do ranking de 2008 começam direto na segunda fase, Mineiro que ficou em sétimo no ranking do ano passado, faz parte desse grupo.

Na etapa em Bells Beach, os atletas que ficaram do nono ao 16º colocado também entram na segunda fase, mas sem garantias de serem privilegiados nas próximas etapas, já que nas próximas a ordem de pré-classificados será feita pelo ranking atual.

Quiksilver Pro 09 – Semis

Evento parado por hoje, tempo ruim, chuva.

Amanhã, 11/03, vai rolar as semis e a final, todos a postos para saber quem irá ganhar a primeira etapa da corrida ao título desse ano no WCT.

As chaves nas semis ficaram assim:

HEAT #1

Joel Parkinson (AUS) X Mick Fanning (AUS)

HEAT #2

Adriano de Souza (BRA) X Taj Burrow (AUS)

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Eletrizante, três aussies que dispensam comentários e nosso brazuca, Adriano Mineirinho.

Mineiro está destruindo nas ondas, nas quartas de final, ele acabou com o Bede Durbidge, deixou o aussie sem nenhuma chance de reação. Taj Burrow vem bem também, com boas ondas e notas. Fanning, campeão de 2007, está mandando ver também assim como seu amigo e adversário nas semis, Joel Parkinson.

Pra mim, Mineiro passa fácil por Taj e enfrenta Fanning na final. Agora na final, prefiro esperar o resultado antes de dizer algo. A torcida fica por Mineiro, vencer essa primeira etapa seria ótimo para ele e para todos nós amantes do surf brasileiro.

Não deixem de assistir online a final: http://www.quiksilverpro.com.au/eng/Live.aspx

GO GO ADRIANO!

Quiksilver and Roxy Pro 09 Highlights

Abaixo os vídeos dos brasileiros Adriano Mineirinho e Heitor Alves no Quiksilver Pro e Bruna Schmitz e a onda nota 10 de Silvana Lima no Roxy Pro 09. Todos eles avançaram em primeiro lugar nas baterias.

Quiksilver Pro 09

Os brasileiros da elite mundial, Adriano Mineirinho e Heitor Alves começaram bem a primeira etapa do mundial na Austrália. As baterias sofreram uma alteração e a chave em que ambos brasileiros estavam, foi mudada.

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Adriano Mineirinho                                                                                                           foto: ASP

Na quarta bateria do dia, Mineirinho entrou na água acompanhado do sul-africano Jordy Smith e do aussie Drew Courtney. Com apenas duas ondas, 6.67 e  6.13, o brazuca bateu Jordy Smith que tentou uma reação mas não passou de 5.50 e 6.50.

“Eu já sabia desde o início que seria uma bateria acirrada, inclusive ele (Jordy) começou muito bem na bateria. Vi que o Phil MacDonald na última bateria perdeu precisando de 3.00, então a tática era esperar a onda certa, pegar duas ondas boas para vencer o confronto e foi isso que aconteceu. Coloquei ele (Jordy) na pressão e consegui a vitória. Agora é tentar manter o ritmo nos próximos rounds”, comemora Adriano.

“É muito bom começar o campeonato logo cedo porque está todo mundo ansioso pra começar o campeonato bem. Estou aqui há um mês esperando por esse dia e estou muito feliz por estar com umas pranchas boas, por estar concentrado no campeonato. Ano passado tive um grande ano e espero fazer parecido ou melhor”, diz Mineirinho.

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Heitor Alves                                                                                                                         foto: ASP

Na bateria seguinte, Heitor Alves caiu na água com o aussie Adrian Buchan e o português naturalizado alemão Marlon Lipke. Heitor começou devagar, mas depois de arrancar 7.17 e 6.50 dos juízes, começou a ditar o ritmo da bateria e deixou o aussie na segunda posição e o alemão na terceira.

“Eu e o Mineiro íamos cair juntos no campeonato, mas ainda bem que as baterias mudaram e deu certo, ele venceu a bateria dele e eu a minha. Isso mostra que a gente começou com o pé direito, bem na frente e quem sabe a gente chega mais longe nesse campeonato”, diz Heitor.

Entre 2:30h e 3h da madrugada de hoje(27/02 para 28/02), o último brasileiro a competir pelo primeiro round, Jihad Khodr entra na água contra o aussie Kieren Perrow e David Weare, sul-africano.

Assistam a bateria ao vivo pelo site oficial do evento.

http://www.quiksilverpro.com.au/por/Live.aspx

Não se esqueça, 2:30h/3h da manhã horário local de brasília.

Jihad Khodr sai da água com as notas 6.77 e 5.67, e uma interferência no começo da bateria. Mesmo com o desconto pela interferência, Khodr conseguiu o segundo lugar em uma onda nos últimos minutos. O primeiro lugar ficou com o aussie Kieren Perrow com 6.83 e 6.77 e em terceiro o sul-africano David Weare com 4.67 e 4.67.